segunda-feira, 5 de agosto de 2019

CASA DOS PAPÉIS-208: A UNIÃO - NUMERO 5


ONTEM  E  OJE
Adelino Franco

O dr. ODULFO PAIVA BARACHO, investido na Superintendencia, continuou trabalhando para o desenvolvimento da CIA. DOURADO, imitando o seu antecessor CIRO MARCONDES REZENDE, que embora afastado por motivo de aposentadoria, dedica à obra de sua iniciativa um amor definido acompanhando todo o seu evoluir até a ultima hora de sua existência com o mesmo interessada sua atividade e isto naturalmente, porque conhecia do seu valor e sabia do futuro que estava reservado para a sua empresa. Ainda tudo isto nos poderá confirmar o dr. JOSÉ ADOLFO MUSA, que, graças à Deus ainda nos está visinhando, pois ele também acompanhou a marcha muito de perto e com bastante empenho, nós não tivemos a felicidade de sermos seus subalternos, mas nos vestígios deixados na sua administração vemos claramente o seu esforço e o seu valor administrativo.
LUIZ CARVALHO, que tivemos a infelicidade de vê-lo descer ao ultimo degrau da escada social, que muito lhe custara a ascensão, arrastado talvez pelo cançaço e outros fadários da vida de um homem, também nos poderia narrar fatos importantíssimos, de utilidades para a nossa modesta historia, e citamos o seu nome, não somente por o merecer, como também por ouvirmos dos veteranos da estrada, com saudades os sucessos de sua mocidade.
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Pois bem, querer negar, ou querer desconhecer, os benefícios e melhoramentos do dr. ODULFO PAIVA BARACHO, seria ingratidão, porque eles aqui ficaram. Em primeiro logar, tratou de melhorar o salario da classe ferroviária, simultaneamente, outros melhoramentos de grandes proveitos, que não nos ocorrem na memoria. Entretanto citemos um dos mais significativos que se nos afigura, é o alargamento da bitola de 0,60 cents. para 1m00, de TRABIJÚ à DOURADO. Nesta reconstrução soube aproveitar o material em condição, usando da precisa energia para que fosse terminada no menor tempo possível, auxiliado pelo hábil engenheiro dr. NORBERTO CAMARGO, chefe da linha então, e este com o mesmo esforço, era auxiliado pelos competentes Mestres de linha, srs. JULIO ALVES e ANTONIO ROSA - que também não desconheciam da vantagem do alargamento. Desejavamos ainda citar dos valentes feitores que tomaram parte neste empreendimento, mas não nos acodem à mente, todavia, eles ainda vivem, apreciando a utilidade da obra, para a qual cooperaram com os seus braços e viva bôa vontade.
Foi assim que a sub - oficina de TRABIJÚ fora incorporada às oficinas de DOURADO, e as locomotivas e veículos de bitola de 1m00, se transportaram à ela, para as suas reparações, etc., ficando extinto o processo adotado para transportes sobre truques de 0,60 cents. E foi daí, que DOURADO ficou dotado de mais um melhoramento que muito justamente o entusiasmou.
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Enquanto PAIVA BARACHO, preocupava-se no campo do desenvolvimento, na contadoria em São Paulo, o snr. ALFREDO CARVALHO BRAGA, como Contador operava admiravelmente na contabilidade.
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Snr. JOSÉ DELCIEL, cançado do trabalho, na sua velhice, aposentado, apreciava o desenrolar das cousas.
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O Sr. ALFREDO CARVALHO ARAUJO, então almoxarife, determinava a distribuição do material às estações, com o amor de sempre; assim como o sr. BENEDITO DE OLIVEIRA, Secretario da Superintendencia desempenhava o seu cargo com admiravel desembaraço, correspondendo assim, a escolha do seu chefe.
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Os srs. NICOLAU DELCIEL e DOMINGOS FONTES, no Departamento de Movimento, faziam distribuição de veículos, determinavam os seus melhores aproveitamentos, e escalam os trens para dar vasão ao transporte formidável da éra; enquanto o sr. JOSÉ DA COSTA, no deposito de TRABIJÚ com sua reconhecida competência, tratava de reparações de emergências, zelando enfim daquilo que fôra confiado ao seu cuidado.
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O sr. JOSÉ PLACERES, nas oficinas em DOURADO, nada deixava sofrer, desnecessário é mencionarmos a sua administração, porque é conhecida por todos os ferroviários. CARLOS CORRÊA LEMOS, auxiliava-o esforçadamente, na parte referente a escrituração da sua repartição, para o engrandecimento do seu Chefe.
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Tantos outros capítulos nos falham, mas os homens dos quaes tratamos, com excepção do sr JOSÉ DELCIEL, ainda vivem no nosso meio e eles não desconhecem que tudo que modestamente está sendo historiado é a realidade.
Finalmente, dr. ODULFO PAIVA BARACHO, deixando o seu cargo, foi sucedido pelo dr. WASHINGTON MARCONDES FERREIRA.
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Estampado nesta coluna o cliché do sr. ALFREDO C. ARAUJO, cavalheiro de notável cultura e funcionário dos mais ilustres da ESTRADA, onde exerce a espinhosa e honrosa missão de Caixa Pagador, o fazemos como preito da admiração que lhe devotamos certos que não ferimos a sua modéstia, apanágio dos bons e dos justos.
Esta pálida homenagem devíamos ter prestado por ocasião da nossa estréa no circulo da imprensa paulista, no entanto o extravio de sua fotografia privou-nos desse gesto a que tanto fáz jús o sr. ALFREDO C. ARAUJO.
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SOCIAIS
ANIVERSARIO
Fez anos:
No dia 2 do corrente, a graciosa menina MARIA, filha do sr. GUILHERME MURBACH e d. LUCIA M. MURBACH.
- Na mesma data, o sr. SANTO BARDI, correto funcionário das oficinas e elemento de destaque do futebol "FERROVIARIO".
Parabéns.
LAR EM FESTA
Está em festa o lar do sr. JOSÉ FERREIRA GOULART e de sua exma. esposa, da. CARMEN SANCHES, com o nascimento de mais uma bela menina.
Parabéns.
OS QUE VIAJAM
Viajou para S. Paulo o sr. dr. BORJA CARDOSO, digno Prefeito Municipal desta cidade. S.S. pelo que consta, dirigiu-se à Capital no louvável intuito de dar proseguimento à defeza dos interesses da população desta cidade na questão da reforma do Contrato com CIA. FORÇA LUZ DE BROTAS, em cujo empreendimento tem sido incansável.
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Chegará amanhã a esta cidade, procedente de Marilia, o sr. ALFREDO AUGUSTO ARAUJO, progenitor do sr. ALFREDO C. ARAUJO, Caixa Pagador da CIA. DOURADO.
O sr. ALFREDO AUGUSTO ARAUJO já residiu nesta cidade, onde foi Prefeito Municipal por mais de vinte anos.
Sua chegada é ansiosamente aguardada pelo grande numero de amigos que conta em nosso meio.
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ENTRE NÓS
Acha-se entre nós, novamente, a senhorinha NOEMIA, filha do sr. LEONARDO RUSSO, digno encarregado da secção de torneiros.
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O´ Mocinho!...
Já se passaram tantos anos.
Já o ritimo da estrada teve a sua modificação. Já vai longe o tempo em que a C.D. era dirigida por CIRO REZENDE, e nem porisso esquecemos do seu temperamento fleugmatico, imperativo e sadio. Não esquecemos e parace-nos ouvir a todo instante a sua vóz de comando <<O' mocinho!...>>, antes do determinar de qualquer ordem de serviço. Parece-nos, vê-lo sempre com o seu lenço rubro no pescoço, sob os raios escaldantes do sol de outubro a percorrer os longos desvios desta TRABIJÚ, numa solene demonstração de amor pela obra que imaginára na sua mocidade e a havia colocado no caminho da realização.
CIRO DE REZENDE, morreu. Morreu para a vida terrena. Mas não morreu o seu espirito. Vive a sua memoria. Vive os seus empreendimentos.
É em torno dessa aureola que circumscreveu a sua passajem na terra, um pugilo de homens alheios as lides ferroviárias e outros dessa classe, estão empregando o máximo dos seus esforços para glorificar os seus feitos pleiteando a mudança do nome TRABIJÚ, para "CIRO REZENDE".
Notável por todos os títulos essa idéa, carecia ter o apoio incondicional de todos os que conheceram aquele emérito  benfeitor da ESTRADA. Ela traduz na singeleza do seu fim a grandiosidade de um preito de saudade, de justiça e de veneração.
Como um dos mais humildes funcionários da C.D. não escondo o meu voto, congratulando-me com todos os que estejam empenhados nessa dignificante tarefa que é a de tornar TRABIJÚ uma cidade com o nome de "CIRO REZENDE".
J. SAMPAIO
Ciro Rezende-Outubro-1931   
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LITERARIAS

Reminiscencias do passado 
Ao alvorecer d'uma manhã de rigoroso inverno, abafado entre soluços, estreitei em meus braços os autores de meus dias, era despedida. Ia partir destinado à terras longínquas.
Meu coração em evoluções horríveis, fazia com que incessantes lagrimas inundassem-me as faces.
Que saudades trouxe do lar paterno, e daquelas solidões LUSAS!
São decorridos alguns anos, e oje sinto ainda as reminiscências d'aquela manhã rígida e fria!...
A.G.P.
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Jornal "A UNIÃO"- NUMERO 5 - ANO I - 7 DE NOVEMBRO DE 1931
ARQUIVO: CASA DOS PAPÉIS/FAMILIA GAUDENCIO DEL CIEL
 

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

CASA DOS PAPÉIS-207: GRUPO ESCOLAR DE DOURADO - 1909 / 2019


GRUPO ESCOLAR SENADOR CARLOS JOSÉ BOTELHO
 1909 <=> 2019 : 110 ANOS
Um pouco de sua HISTÓRIA...
Jornal "CORREIO PAULISTANO"- Numero 15.880-Pagina 1-3ª Feira, 29 de Outubro de 1907

GRUPO ESCOLAR
DR. CARLOS BOTELHO

Expressamente para assistir ao assentamento da primeira pedra do GRUPO ESCOLAR que terá a denominação acima, daqui partiu para DOURADO, a 26 do corrente, o exmo. sr. dr. CARLOS BOTELHO, digno secretario da Agricultura.
S. exa. no primeiro trem seguiu em vagão reservado, acompanhado dos srs. drs. EVERARDO DE SOUSA, inspector da colonização, dr. GABRIEL DIAS DA SILVA e CYRO MARCONDES REZENDE, diretores da estrada de ferro DOURADENSE, MANUEL SABBATER, engenheiro architecto, dr. W. DAVIS, ADOLPHO NARDY FILHO, secretario particular, e outras pessoas gradas. Devia conjuntamente seguir o exmo. sr. dr. GUSTAVO DE GODOY, digno secretario do Interior, o qual, à ultima hora excusou-se, devido a incommodos de saúde.
Em Rio Claro foi o illustre excursionista recebido pelos representantes da Camara Municipal, que lhe offereceram, bem como a todos da sua comitiva, delicado almoço.
Em S. Carlos achavam-se na estação o sr. coronel PAULINO CARLOS e demais amigos e admiradores que foram cumprimentar a s. exa.
À chegada do trem em Ribeirão Bonito subiram ao ar inúmeras girandolas de foguetes, como demonstração de alegria do povo desta cidade; o qual em massa acompanhada de uma banda musica e de crianças de todas as escolas urbanas, festivamente recebeu aquelle que pelos serviços que está prestando ao nosso Estado, torna-se um benemérito. S. exa. foi saudado pelo dr. BENJAMIN NOVAES,  juiz de direito da comarca.
O sr. dr. CARLOS BOTELLHO agradeceu a espontânea manifestação que lhe era feita, e a municipalidade offereceu-lhe um copo de cerveja.
A fim de melhor ficarem conhecendo o bello traçado da ESTRADA DE FERRO DOURADENSE, as lindas lavouras e o deslumbramento dos encantadores panoramas que se descortinam de todos os pontos da serra, alguns dos excursionistas foram na frente da locomotiva.
A recepção de s.exa.em DOURADO foi imponentíssima.
Aguardavam-no, além de enorme massa popular, os alumnos e professores de todas as escolas, os representantes da Camara Municipal, Commissão de Agricultura  e Justiça local, associação de beneficiencia e demais corporações da villa encantadora.
O dr. AURELIO NEVES, em brilhante discurso, deu as boas vindas ao illustre visitante, o qual agradeceu a sincera manifestação que acabara de receber do povo DOURADENSE.
À uma hora da tarde do dia 27 procedeu-se à cerimonia da colocação da primeira pedra do futuro grupo escolar.
O aspecto da villa demonstrava a mais viva alegria; as principaes ruas e praças galanavam-se de bizarros enfeites de ramagem e bandeirolas.
O local da inauguração regorgitava de povo calculado em mais de cinco mil pessoas.
Em um pavilhão adrede preparado, repleto de gentis senhoras, senhoritas e representantes de todas as classes sociaes, foi redigida uma acta referente à inauguração que se ia proceder.
Em seguida à leitura desse documento usou da palavra o sr. GASTÃO STRANG que, em nome do professorado e da mocidade estudante de DOURADO, agradeceu ao governo do Estado em geral ao sr. BOTELHO em particular o relevante serviço que acabava de prestar ao município, iniciando a construção de um bello edifício destinado às suas escolas tão cheias de alunos e, até ao presente tão desconfortáveis.
Seguiram-se com a palavra as gentis meninas TARCILIA PIEDADE e FRANCISCA BUSA.
Mostrou-se commovido o sr. dr. BOTELHO com os breves discursos das duas gentis e interessantes crianças e sinceramente enternecido sentiu-se ao saber que eram ellas filhas de modestos operários, um dos quaes ex-colono de uma de suas fazendas.
Como simples representante do povo e também como admirador particular, os sr. JOSÉ DE OLIVEIRA MALHEIROS saudou o sr. srcretario da Agricultura e de modo brilhantíssimo revelando dotes de orador fluente, desses que pelo rigor de uma rara eloquência, arrebatou o auditório. Sua oratória causou a mais viva impressão.
O sr. dr. BOTELHO, sinceramente emocionado agradeceu as provas de sympathia que desde a véspera estava recebendo, justificou a razão de ser do grupo escolar em DOURADO, e declarou sentir-se satisfeito em poder assim cooperar no alevantamento  da instrucção desse rico e populoso município.
Pelo intendente municipal, sr. ALFREDO ARAUJO, foi s. exa. convidado a descer às fundações onde deveria ser assentada a primeira pedra. Nesta o sr. dr. BOTELHO encrustou previamente um cofre de zinco contendo o original da acta, jornaes da localidade, da capital e moedas de prata, nickel e cobre, de diversos valores.
Auxiliaram s. exa. na operação maçônica o sr. SABBATER, autor do projecto do edifício, e o sr. MANUEL PEREIRA DOS REIS, empreiteiro das obras do mesmo.
Ao voltar ao pavilhão, foi o sr. dr. BOTELHO surprehendido pelos alunos, que em numero de trezentos, cantaram o hymno, "Ao dr. CARLOS BOTELHO", letra do poeta AURELIO NEVES e musica do maestro SEBASTÃO ADÃO.,A. exa. agradeceu a lembrança de tão gentis cavalheiros e dos professores, que a puzeram em execução.
O sr. MAXIMILIANO SAMPAIO, redactor do DEMOCRATA, distribuiu um numero especial desse periódico, dedicado aos srs. drs. CARLOS BOTELHO e GUSTAVO DE GODOY.
A edilidade de DOURADO, gentil como sempre, convidou todas as pessoas presentes para comparecerem na sede do CENTRO RECREATIVO E LITERARIO DE DOURADO afim de lhes ser offerecido um lanche.
O salão principal dessa sociedade achava-se bellamente ornamentado e a caracter. Folhagens, finas flores e galhardetes guarneciam escudos onde se liam os nomes de todos que, em S. Paulo, se tem devotado à causa da instrucção publica.
No palco achavam-se distinctas damas e senhoritas da melhor sociedade que assistiam aos brindes.
O serviço foi magnifico; encarregou-se dele a CONFEITARIA FAZZOLI, desta capital.
A mesa, em forma de U, tomaram assento 80 convidados. À direita do sr. dr. BOTELHO achava-se o dr. BENJAMIN NOVAES, juiz de direito da Comarca, e à esquerda o coronel FRANCISCO BONILHA, representando a Camara Municipal.
Abriu a serie de brindes o dr. AURELIO NEVES que num bello discurso offereceu em nome da Camara a s. exa. o sr. secretario da Agricultura, salientando os relevantes serviços que o illustre paulista tem prestado ao Estado.
O dr. BENJAMIN NOVAES, lamentando a ausência do sr. secretario do Interior, brindou a s. exa. na pessoa do seu collega, o sr. dr. CARLOS BOTELHO.
 O sr. GASTÃO STRANG, representando a imprensa local saudou o dr. CARLOS BOTELHO e o representantes da imprensa de varias localidades que se achavam presentes.
O sr. GIOVANI FIZZONI, representante do SECULO, agradeceu o brinde e sinceramente commovido , deixando de lado suas ideas sociaes, saudou o sr. secretario da Agricultura pelo relevante acto que acabara de por em execução em prol da instrucção infantil. O sr. secretario foi ainda saudado pelo sr. VERGOLINO MACHADO, em nome da policia local; ANTONIO GRASSI, pela colônia italiana, e pelo sr. TIZZANI, em nome do representante consular italiano; sr. ADOLPHO NARDY, em nome do sr. dr. CARLOS BOTELHO agradeceu as saudações dos italianos.
O sr. EDUARDO MARQUES saudou a edilidade DOURADENSE e o sr. JOSÉ MALHEIROS e AURELIO NEVES. Este, levantando-se, fez um discurso tão bello na forma quanto no fundo, brindando o venerando major JOSÉ IGNACIO DE CAMARGO PENTEADO, amigo dedicado do CONDE DO PINHAL e representante do passado de S. Paulo - essa plêiade de varões illustres cujas acções são verdadeiro ensinamento ao presente, de como agiremos para o futuro.
O sr. dr. CARLOS BOTELHO, visivelmente commovido, pela lembrança que de seu idolatrado pae lhe trouxeram  as palavras do orador presente, agradeceu todas as saudações que lhe tinham sido dirigidas, as referencias aos serviços prestados a S. Paulo pelo seu progenitor, as gentilezas que prodigamente recebia da Camara Municipal e povo DOURADENSE e saudou o exmo. sr. dr. JORGE TIBIRIÇÁ, que na qualidade de presidente do Estado, em tudo tem devotamente concorrido para o progresso de S. Paulo.
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Foto Ilustrativa  do GRUPO ESCOLAR SENADOR CARLOS JOSÉ BOTELHO 
 

FONTE: HEMEROTECA DIGITAL DA BIBLIOTECA NACIONAL
ARQUIVO: CASA DOS PAPÉIS
 

terça-feira, 23 de julho de 2019

CASA DOS PAPÉIS-206: COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DO DOURADO - XII


ACTOS DO PODER EXECUTIVO
DECRETO Nº 2125
DE 20 DE OUTUBRO DE 1911

Concede à COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DO DOURADO licença para construcção, uso e goso de uma estrada de ferro de SÃO JOÃO DAS TRES BARRAS a SÃO JOSÉ DO NOVO HORIZONTE.

O Presidente do Estado de São Paulo, usando da attribuição que lhe confere o Artigo 2º da Lei Nº30, de 13 de Junho de 1892, e attendendo ao requerido pela COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DO DOURADO, nos termos dos §§ 2º e 3º do Artigo e Lei citados.
DECRETA:
Artigo único. Fica concedida á COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DO DOURADO, de conformidade com as clausulas que com este baixam, assignadas pelo Secretario de Estado dos Negocios da Agricultura, Commercio e Obras Publicas para construcção, uso e goso de uma estrada de ferro que, partindo da estação de SÃO JOÃO DAS TRES BARRAS, da linha tronco, vá a S. JOSÉ DO NOVO HORIZONTE.
Palácio do Governo do Estado de São Paulo, aos 20 de Outubro de 1911.
M.J.ALBUQUERQUE LINS
A. de Pádua Salles 
 
DIARIO OFFICIAL-Nº230-PAG.4020-SÃO PAULO, 22 DE OUTUBRO DE 1911
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DECRETO Nº 2155
DE 17 DE NOVEMBRO DE 1911
 
Approva os estudos da 1ª secção da linha S. JOÃO DAS TRES BARRAS a S. JOSÉ DO NOVO HORIZONTE, concedida à COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DO DOURADO pelo decreto nº2125, de 20 de Outubro de 1911.
 
O Presidente do Estado de São Paulo,
Attendendo ao requerido pela COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DO DOURADO e sob proposta do Secretario de Estado dos Negocios da Agricultura, Commercio e Obras Publicas,
DECRETA:
Artigo único. Ficam approvados os documentos que com este baixam, os quaes serão archivados na Directoria de Viação da Secretaria da Agricultura, Commercio e Obras Publicas, depois de rubricadas pelo respectivo diretor e que se referem aos estudos definitivos da 1ª secção, com extensão de 5.334,14, entre as estacas 0 e 266 x 14 14, da linha entre São João das Tres Barras e São José do Novo Horizonte, concedida á mencionada COMPANHIA pelo decreto nº2125, de 20 de Outubro do corrente anno.
Palácio do Governo do Estado de São Paulo, aos 17 de Novembro de 1911.
M.J.ALBUQUERQUE LINS
A. de Pádua Salles
 
DIARIO OFFICIAL-Nº251-PAG.4411-SÃO PAULO, 19 DE NOVEMBRO DE 1911
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DIRECTORIA DE VIAÇÃO
Expediente do dia 7 a 11 de Novembro de 1911
OFFICIOU_SE: 
"Ao sr. presidente da COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DO DOURADO, accusando o recebimento da comunicação sobre a mudança para 'TABATINGA" da denominação da estação 'S. JOÃO DAS TRES BARRAS".
DIARIO OFFICIAL-Nº248-PAG.4361-SÃO PAULO, 15 DE NOVEMBRO DE 1911.
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DECRETO Nº 2396
DE 3 DE JULHO DE 1913
 
Approva os estudos definitivos da 2ª secção e da modificação do trecho final da 1ª secção da Estrada de Ferro de TABATINGA a NOVO HORIZONTE.
 
O Presidente do Estado de São Paulo,
Attendendo ao requerido pela COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DO DOURADO e sob proposta do Secretario de Estado, Interino, dos Negocios da Agricultura, Commercio e Obras Publicas,
DECRETA:
Artigo único:- Ficam approvados os documentos que com este baixam e serão archivados na Directoria de Viação da Secretaria da Agricultura, Commercio e Obras Publicas, depois de rubricados pelo respectivo Director, referente aos estudos definitivos da 2ª Secção, até a estaca 656 e da modificação do trecho final da 1ª Secção, a partir da estaca 224+11,35, da Estrada de TABATINGA (antiga São João das Tres Barras) a SÃO JOSÉ DO NOVO HORIZONTE, concedida àquella COMPANHIA pelo decreto nº2125, de 10 de Outubro de 1911.
Palácio do Governo do Estado de São Paulo, aos 3 de Julho de 1913.
FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES
Altino Arantes
 
 DIARIO OFFICIAL-Nº144-PAG.2825-SÃO PAULO, 5 DE JULHO DE 1913.
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DECRETO Nº 2515
DE 22 DE JULHO DE 1914
 
Approva os estudos definitivos do trecho da linha férrea de TABATINGA a S. JOSÉ DO NOVO HORIZONTE, entre as estacas 656 e 1.350, esta na cidade de ITAPOLIS.
 
O Vice-Presidente do Estado de S. Paulo, em exercício, na forma do § 1º, artigo 28 da Constituição,
Attendendo ao requerido pela COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DO DOURADO e sobre proposta do Secretario de Estado dos Negocios da Agricultura, Commercio e Obras Publicas,
DECRETA:
Artigo único. Ficam aprovados os documentos constitutivos dos estudos definitivos do trecho entre as estacas 656 e 1.350, esta na cidade de ITAPOLIS, da linha férrea concedida à mencionada COMPANHIA pelo decreto nº 2125, de 20 de outubro de 1911.
Os referidos documentos serão archivados na Directoria de Viação da Secretaria de Estado dos Negocios da Agricultura, Commercio e Obras Publicas, depois de rubricados pelo respectivo diretor.
Palácio do Governo do Estado de São Paulo, aos 22 de Julho de 1914.
CARLOS AUGUSTO PEREIRA GUIMARÃES
Paulo de Moraes Barros
 
DIARIO OFFICIAL-Nº 164-PAG.3063-SÃO PAULO, 24 DE JULHO DE 1914.
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DECRETO Nº 2565
DE 28 DE ABRIL DE 1915
 
Altera da maneira abaixo as disposições do decreto nº2462, de 22 de Janeiro de 1914.
 
O Presidente do Estado de São Paulo, atendendo ao requerido pela COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DO DOURADO, e sob proposta do Secretario de Estado dos Negocios da Agricultura, Commercio e Obras Publicas,
DECRETA:
Artigo 1º As condições estabelecidas...
Artigo 2º Os artigos 2º e 3º do citado decreto, ficam substituídos pelos seguintes:
Artigo 2º Fica a COMPANHIA relevada...
Artigo 3º Fica auctorizada, nas condições acima, a abertura ao trafego do trecho inicial do ramal de TABATINGA a NOVO HORIZONTE, com 14 quilômetros, entre as estações de TABATINGA e S. LOURENÇO, isso depois o termo a que allude o artigo 4º e de approvadas as respectivas tabellas de horário e preços de transportes.
Artigo 4º As disposições precedentes só se tornarão effectivas, depois de reduzidas a termo, que a COMPANHIA deverá assignar dentro do prazo improrogavel de dez dias, a contar da data da publicação deste decreto.
Palácio do Governo do Estado de São Paulo, aos 28 de Abril de 1915.
FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES
Paulo de Moraes Barros
  
DIARIO OFFICIAL-Nº90-PAG. 1815-SÃO PAULO, 30 DE ABRIL DE 1915.
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DECRETO Nº 2604
DE 13 DE OUTUBRO DE 1915
 
Auctoriza a abertura ao trafego publico do trecho, com 13 quilômetros, entre S. LOURENÇO e ITAPOLIS, da linha de TABATINGA a S. JOSÉ DO NOVO HORIZONTE, pertencente à COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DO DOURADO.
 
O Presidente do Estado de S. Paulo,
Attendendo ao requerido pela COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DO DOURADO e sobre proposta do Secretario de Estado dos Negocios da Agricultura, Commercio e Obras Publicas,
DECRETA:
Artigo 1º Fica auctorizada a abertura ao trafego publico do trecho, com 13 quilômetros de extensão, entre as estacões de S. LOURENÇO e ITAPOLIS, situadas, respectivamente, nos quilômetros 14 e 27 da linha férrea a que se referiram os decretos números 2125,, de 20 de Outubro de 1911; 2462, de 22 de Janeiro de 1914 e 2565, de 28 de Abril de 1915.
Artigo 2º Ficam marcados os seguintes prazos, a contar desta data:
a) de dois mezes para a construcção das cercas marginaes, nos trechos em pastagens;
b) de seis mezes para a conclusão das mesmas cercas, em toda a linha;
c) de um anno para a construcção da estação definitiva em ITAPOLIS.
Palácio do Governo do Estado de São Paulo, aos 13 de Outubro de 1915.
FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES
Paulo de Moraes Barros
 
DIARIO OFFICIAL-Nº226-PAG.4133-SÃO PAULO, 16 DE OUTUBRO DE 1915
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CORREIO PAULISTANO-N.18.768-PAG.2-SÃO PAULO, 14 DE OUTUBRO DE 1915
NOTAS
O  sr. presidente do Estado recebeu hontem o seguinte telegramma do sr. da Camara Municipal de ITAPOLIS:
"Em nome da Camara Municipal desta cidade e no meu próprio, congratulo-me com v.exc. pela abertura do trafego até aqui da ESTRADA DE FERRO DO DOURADO - Respeitosas Saudações - (a) EUSEBIO RODRIGUES SILVA, presidente da Camara".-  
-.-.-.-
CORREIO PAULISTANO N. 18.769-PAG.5-SÃO PAULO, 15 DE OUTUBRO DE 1915
INTERIOR
ITAPOLIS
ITAPOLIS,14 - Foi inaugurada officialmente a estação local, do ramal de TABATINGA a NOVO HORIZONTE, da COMPANHIA DOURADENSE.
Este acontecimento, que veio attestar o progresso da nossa cidade, foi condignamente festejado.
A's 20 horas, grande massa popular, inclusive exmas. famílias, conjunctamente com as bandas de musica desta cidade, enchia a gare da nossa estação provisória.
Em seguida, no "ODEON CINEMA", de propriedade do estimado cavalheiro sr. Carlos Adolpho, houve espectaculo de gala, onde teve inicio a exhibição da primeira serie do importante "film", FANTOMAS, importante trabalho de assumpto policial.
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DECRETO Nº 7.465
DE 6 DE DEZEMBRO DE 1935
 
Acceita a desistencia da COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DO DOURADO, relativa à concessão para construcção, uso e goso de uma linha férrea entre ITAPOLIS e NOVO HORIZONTE. 
 
O DOUTOR ARMANDO SALLES DE OLIVEIRA, Governador do Estado de São Paulo, attendendo ao que lhe representou o Secretario de Estado dos Negocios da Viação e Obras Publicas, acerca do requerido pela COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DO DOURADO,
DECRETA:
Artigo 1º - Fica acceita a desistencia requerida em 25 de Setembro do corrente anno, pela COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DO DOURADO, relativamente à parte da concessão que lhe foi outorgada pelo decreto nº 2.125, de 20 de outubro de 1911, ratificado pelo contracto celebrado com o Governo do Estado , em 31 de outubro de 1811, para a construcção, uso e goso de uma estrada de ferro entre TABATINGA e NOVO HORIZONTE, correspondente ao segmento comprehendido entre esta ultima  localidade e ITAPOLIS, devendo a referida COMPANHIA assignar o respectivo termo de desistencia dentro do prazo de 30 dias a contar da presente data.
Artigo 2º - Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrario.
Palácio do Governo do Estado de São Paulo, aos 6 de dezembro de 1935.
ARMANDO SALLES DE OLIVEIRA
Ranulpho Pinheiro Lima
Publicado na Secretaria de Estado dos Negocios da Viação e Obras Publicas.
Mario Veiga
Servindo de Director Geral
 
DIARIO OFFICIAL-NUM.283-PAG.3-SÃO PAULO, 8 DE DEZEMBRO DE 1935
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FONTES: DIARIO OFFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO / HEMEROTECA DIGITAL DA BIBLIOTECA NACIONAL.
ARQUIVO: CASA DOS PAPÉIS
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 18 de julho de 2019

CASA DOS PAPÉIS-205: MENDIGO POR AMOR


MENDIGO POR AMOR

Nascido no ano de 1928 nas redondezas de DOURADO.
Em sua infância foi carente talvez pelos atos de violência que sofria do pai que sem motivo abandona a família sem noticias e nunca mais voltou.
MIGUEL e mais 4 irmãos sofriam junto com sua mãe pois precisavam trabalhar mesmo ainda crianças.
Aproximadamente no ano de 1939 mudaram-se para a fazenda São João, município de DOURADO, e, lá conheceu MARIA, uma camponesa que vinha de uma família muito humilde e ela tinha mais uma irmã e um irmão, seu pai e sua madrasta, pois perdera sua mãe em seu ultimo parto.
Após uma longa convivência entre ambas as famílias, seu irmão JOÃO iniciou namoro com MARIA.
Os dois inocentes não podiam imaginar o AMOR que MIGUEL também sentia por MARIA. E secretamente ele fitara de longe; sempre procurava estar perto silenciosamente.
E por amor e carência MIGUEL torna-se inferno de seu próprio irmão; chega o casamento ele comparece a festa somente para ver se conseguia matar JOÃO, felizmente nada acontece e mesmo após eles estarem casados, ele não parou por aí e continua a perseguir JOÃO e MARIA.
Não contendo mais esse AMOR calado em seu peito, ele se declara a MARIA que por sua vez não lhe dá esperanças, dizendo que agora já estava casada com seu irmão e gravida, essa mesma criança que seria seu sobrinho (a) e seus sonhos com ela eram impossível e assim deveria esquecer.
MIGUEL que guardava esse amor por 4 anos, agora sentia como se um punhal atravessasse seu peito.
As lagrimas rolaram em suas faces e desesperado ele foge, ficando desaparecido por 2 meses, voltando em estado lastimável e inconsequente; todavia foi enturmado na casa de recuperação em Franco da Rocha, procedência insanidade mental, que não passava de uma depressão aguda, ficou lá 2 anos aproximadamente, depois que voltou foi até a fazenda São João e não aguentando ver a felicidade de JOÃO e MARIA e seus filhos, , montou em sua égua , amarrou a potra,  e sua mudança vinha de carroça, seguindo o rumo a fazenda São Luiz, onde moraria sozinho. Lavava, cozinhava, seu juízo era perfeito e lia e escrevia normalmente.
E na casa vazia apenas alguns móveis simples e desfigurado pelo tempo, é a grande tristeza pairando no ar, mais uma queda de depressão, essa mesma que levou a se entregar a bebida tornando-se assim um alcóolatra inveterado, parou de trabalhar e passou a mendigar.
Hoje é feito uma folha no galho da árvore, que com o soprar do vento vai e vem da fazenda para cidade, da cidade para fazenda.
Ele , um homem que ocupa um papel importante na história de DOURADO.
Um história que está aí andando pelas ruas, parando pelas calçadas, um homem que amou e respeitou um único amor.
Ela (MARIA) hoje ainda visa se encontrar sem coragem de se ver frente a frente com ele pois sem querer ser é a culpada e ele não é esquecido por esta que lhe faz essa homenagem.
Essa casa vazia, apenas móveis simples e desfigurados pelo tempo e a grande tristeza pairando no ar, e em todos os cantos a solidão lhe esperando de braços abertos.
ELIANA P. BRUMASSO


MIGUEL BASQUE CARAVANTES (*1928  +03/10/1999)

Jornal "FOLHA DE DOURADO"-Nº 82-ANO II-DOURADO, 15 DE JANEIRO DE 1993
FOTO: ANDREIA VARELA
ARQUIVO-CASA DOS PAPÉIS 
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 Mendigo por amor, uma explicação
Fiquei muito chateada quando soube que diversas pessoas criticaram a homenagem que fiz com muito carinho.
E por isso minhas explicações.
A frase mendigo por amor não foi de modo algum ofensa a sua pessoa, que é muito respeitada por mim.
Peço desculpa e se eu o ofendi não foi essa a minha intenção.
Procurei apenas homenageá-lo e apenas uma palavra mal interpretada minha, foi alvo de muitas criticas.
Mas isso não é o principal.
O importante é desfazer o mal entendido.
Ele não mendiga não, por bondade das pessoas recebe muitas coisas materiais e alimentos.
Apesar das criticas gostei muito de ver o resultado da matéria.
Espero que as pessoas que criticaram aceitam também minhas desculpas.
Errar é humano e como uma pessoa sensata procurei-me corrigir.
Tudo foi uma sincera homenagem a uma das pessoas que, como eu já havia dito, faz parte da história de DOURADO.
E que se depender de mim será muito valorizado.
É claro sem mais erros de palavras.
ELIANA P. BRUMASSO
 
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Jornal " FOLHA DE DOURADO"-Nº87-ANO II-DOURADO, 12 DE FEVEREIRO DE 1993
ARQUIVO: CASA DOS PAPÉIS

quinta-feira, 11 de julho de 2019

CASA DOS PAPÉIS-204: NOTAS ESPORTIVAS - 20


CRONICA ESPORTIVA

XV DE NOVEMBRO DE JAHÚ
versus
CLUBE E. FERROVIARIO DOURADENSE

Conforme annunciamos em nossa edicção anterior, realizou-se em 15 do corrente o esperado encontro entre o FERROVIARIO e o XV DE NOVEMBRO , de Jahú. A caravana local partiu desta cidade às déz e meia da manhã, em trem especial, sendo mais tarde recebida na gare da C.D. em Jahú, pelos srs. Eugenio Zerlote e Nuno Moreira, respectivamente, presidente e secretario do XV DE NOVEMBRO e pelo sr. Felippe Colona, presidente da ACEA. Após o desembarque, os jogadores e directores foram transportados até a sede do XV, onde aguardaram a hora do encontro, Precisamente , às 16 horas e 40 minutos, após as saudações de praxe, os dois quadros se alinharam em campo, sob às ordens do sr Pedroza, tendo os visitantes dado a sahida. Reagem os locaes levando a bola até a meta visitante, tendo o juiz assignalado um penal, que redundou no primeiro ponto do XV DE NOVEMBRO.
O jogo é reiniciado e a bola percorre o gramado todo. CAPILÉ perde uma optima oportunidade de empatar a partida.
Atacam os locaes e CYRO faz uma linda defeza de uma bola chutada por GOSTOSO. Reagem os visitantes e ADAUTO conquista o primeiro ponto para o FERROVIARIO, empatando assim a partida.
Com o score de 1 x 1, após mais umas jogadas sem importância finda a primeira phase do encontro. Depois do descanso regulamentar, o jogo é reiniciado, notando-se grande enthusiasmo de ambos os lados para augmento da contagem. Decorrido um grande período em que se registraram lindas jogadas, quasi no final do tempo, os locaes conquistaram o ponto que lhes deu a victoria de 2x1. Terminado o encontro, mais ou menos às 18 horas e quinze minutos, os jogadores foram novamente transportados para a sede do XV e logo mais tarde a estação. Ao terminarmos esta reportagem, queremos deixar bem patente a nossa expressão de gratidão à directoria do XV DE NOVEMBRO, que não deixou um momento siquer, de acompanhar os directores do FERROVIARIO e de providenciar tudo o que foi necessário.
Os dois quadros jogaram muito bem. Ao contrario de que se esperava, o FERROVIARIO logrou offerecer ao XV DE NOVEMBRO uma seria resistência, pois perdeu apenas pela differença de um ponto.   
De volta, a caravana chegou nesta cidade às 0,05.
REPORTER
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Jornal "A UNIÃO"-NUM.103-ANNO 3-DOURADO, Domingo, 19 de Novembro de 1933
ARQUIVO: CASA DOS PAPÉIS/FAMILIA GAUDENCIO DEL CIEL 

sábado, 6 de julho de 2019

CASA DOS PAPÉIS-203: FESTA DE SÃO JOÃO BATISTA - 1961


1961 - em DOURADO
SÃO JOÃO BATISTA
na sua grande e tradicional festa


 




 
 
 
 Apresentação da CENTENÁRIA CORPORAÇÃO MUSICAL "HENRIQUE MARQUES"
de LIMEIRA.
 
Foto: ROSA e CELSO POLI
ARQUIVO: CASA DOS PAPÉIS

quarta-feira, 3 de julho de 2019

CASA DOS PAPÉIS-202: DOURADO É POESIA - 05




Tempo que anda

Tempo que passa

O meu tempo não anda

O meu tempo não passa...

O meu tempo que para

Pra ver os tempos que vão...

VANDA CATARINA PEREIRA DOS SANTOS
JORNAL DE DOURADO-Nº267-ANO VI-DOMINGO, 24 DE MARÇO DE 1968
ARQUIVO: CASA DOS PAPÉIS